Cultura de Itapetinga abraça governador e mostra a força da identidade local

Em dia histórico para nosso município, Departamento de Cultura promove acolhida emocionante que colocou artistas, mestres e tradições no centro das atenções.

Enquanto Itapetinga celebrava a assinatura da ordem de serviço do tão aguardado Hospital Regional, um outro marco, igualmente simbólico, ganhava espaço: a cultura local ocupava lugar de honra na recepção às autoridades. E quem passou pelo evento sabe: não foi um mero cumprimento protocolar. Foi um abraço coletivo, genuíno e profundamente representativo do que somos.

O governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jacques Wagner, o prefeito Eduardo Hagge e o deputado estadual Rosemberg Pinto foram recebidos no Paço Municipal não com discursos formais, mas com a alma de um povo expressa em cada apresentação. E coube ao Departamento de Cultura organizar esse encontro entre o poder público e a identidade itapetinguense.

*Capoeira: luta, dança e resistência que abriram caminhos*

A roda não poderia ser aberta de outra forma. Os grupos Tempo de Libertação e ECAM – Voo de Liberdade, sob o comando dos Mestres Luiz Neto e Beterraba, deram o tom do que estava por vir. Mais do que uma demonstração de habilidade, a capoeira se apresentou como o que sempre foi: expressão de resistência negra, patrimônio vivo, ferramenta de inclusão e transformação.

A ginga, o berimbau e os movimentos contaram, ali, uma história que não cabe em documentos oficiais, mas que vive no corpo e na memória de quem mantém essa tradição pulsante.

*Banho de pipoca e alfazema: a espiritualidade que acolhe*

Num gesto que tocou a todos, as baianas do Terreiro São Lázaro – Tombenci Neto Fé e Razão e do Terreiro de Ogum Oxóssi realizaram a tradicional saudação com banho de pipoca e alfazema. O momento, carregado de espiritualidade e respeito, foi um lembrete poderoso: as matrizes afro-brasileiras estão na base da nossa formação cultural e merecem ocupar todos os espaços.

Foi a fé em movimento. Foi a tradição viva. Foi o acolhimento que só quem entende de comunidade sabe oferecer.

*Balancê: o arrasta-pé que encanta multidões*

E quando a Quadrilha Balancê entrou em cena, ficou claro por que é uma das grandes referências do movimento junino na região. Premiada, organizada, talentosa, a Balancê não apenas dança: ela conta histórias, preserva tradições e projeta o nome de Itapetinga para além das fronteiras do município.

A beleza do espetáculo arrancou sorrisos e aplausos. E mostrou que a cultura popular, quando valorizada, vira espetáculo de primeira grandeza.

*Presentes que carregam memória*

O diretor de Cultura, Marco Correia, fez questão de que as autoridades levassem um pedaço de Itapetinga na bagagem. O governador Jerônimo Rodrigues recebeu um exemplar de “Itapetinga: A Persistente Busca Pela História”, do escritor Emerson Campos — obra fundamental para quem deseja compreender as camadas que formam a cidade.

Outro presente especial: uma peça artesanal criada pelo artista Nilton de Souza Barboza, filho do saudoso Mestre São Félix, nome inescapável quando se fala em arte popular itapetinguense. A entrega, feita por Janine Odara, Diretora de Juventude e Diversidade, simbolizou também o compromisso com a representatividade e com a valorização de quem constrói a cultura com as próprias mãos.

*O que fica*

O Hospital Regional virá. As obras acontecerão. Mas quem esteve ali sabe: antes do concreto, houve o simbólico. Antes da estrutura, veio a alma.

O Departamento de Cultura agradece a cada artista, cada mestre, cada baiana, cada capoeirista, cada quadrilheiro e cada fazedor de cultura que fez desse momento um espetáculo de identidade e pertencimento.

Porque desenvolvimento que ignora a cultura é desenvolvimento pela metade. E Itapetinga, felizmente, escolheu avançar por inteiro.

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