A médica Milena Gottardi Tonini Frasson de 38 anos, teve morte confirmada pela equipe médica do Hospital Cias Unimed, onde estava internada, de acordo com o último boletim divulgado às 17h15 desta sexta-feira (15).
Ela foi baleada na cabeça na noite desta quinta-feira (14) quando saia do trabalho em Vitória-ES. A família autorizou a doação das córneas de Milena.
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, Milena morreu por “edema cerebral difuso (por conta da extensão do dano), às 16h50. A Unimed disse que o corpo será encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) para liberação da família”. A direção do Hospital lamentou o falecimento precoce da médica.
A vítima saía de um plantão no Hospital das Clínicas da capital, acompanhada de uma colega quando, ao chegar ao carro, foram abordadas por um homem, que inicialmente exigiu pertences e chaves do veículo.Sem que as duas reagissem, ele atirou três vezes e uma bala acertou a cabeça de Milena. A médica foi socorrida em estado gravíssimo e foi submetida a uma cirurgia na noite desta quinta. Depois, ela foi transferida para um leito de UTI, onde passou uma madrugada instável. No fim da manhã desta sexta, ela entrou em estado de coma e parou de responder a estímulos.
O caso está sendo investigado na Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM). Testemunhas já foram ouvidas e a cena do crime foi periciada. As equipes de investigação foram reforçadas no objetivo de capturar o criminoso. Pelo crime ter ocorrido na área de uma instituição federal, a Polícia Federal foi questionada sobre não participar das investigações. A resposta foi que a PF só apura crimes contra a União.
Milena Gottardi pode ter sido vítima de feminicídio. Além disso, há indícios de que o crime tenha sido encomendado.
A informação é da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que ressaltou que essa é a principal linha de investigação que está sendo adotada, mas que outras possibilidades ainda não foram descartadas.